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Marques Mendes

Marques Mendes defende comissão independente e prevê “consequências polícias” caso sejam detetados erros.

Marques Mendes marcou presença na antena da SIC nesta noite de domingo.

AdvertisementNuma altura em que o incêndio de Pedrógão Grande está extinto mas em que a tragédia está sob análise, o social-democrata apontou ‘baterias’ ao Governo.

“Morreram 64 pessoas, 47 pessoas numa estrada nacional para onde foram encaminhadas pelas autoridades. Se a seguir isto se ainda se detetarem, erros, falhas e descoordenações, acho impossível não haver consequências políticas”, afirmou.

A tragédia de Pedrógão Grande ocorreu ao final do dia. O incêndio, no entanto, teria deflagrado no concelho horas antes. “O fogo começou às duas da tarde. Há aqui um intervalo de cinco horas em que ninguém ainda conseguiu explicar porque é que durante cinco horas não se tomaram as medidas de precaução indispensáveis”, disse ainda.

“Fala-se muito, e bem, que não se fez a reforma da floresta ao longo dos anos. Mas a reforma da floresta não tem nada a ver com estas cinco horas”, salientou o antigo líder do PSD. Mas Marques Mendes não se ficou por aqui.

O comentador identificou “outra coisa estranhíssima”: “Mudou de alto a baixo nos últimos cinco meses a estrutura operacional da Proteção Civil”.

Marque Mendes queixou-se ainda de que o Estado tem “há dois anos duas carrinhas móveis de comunicações para serem uma espécie de alternativa que o Siresp passa a vida a falhar e então não podem atuar porque ainda não estão equipadas com antenas parabólicas?” questionou.

“O incêndio já foi há uma semana e uma semana depois ainda não há uma comissão no terreno a investigar o que é que aconteceu, acho isto uma coisa do outro mundo, só não é escândalo porque em Portugal não é escândalo coisíssima nenhuma”, criticou ainda.

“O que me parece é que o Governo nunca verdadeiramente quis fazer uma investigação”, sugeriu ainda Marques Mendes, fazendo comparações com outro incêndio mortal em 2016. “Há um ano, no incêndio de São Pedro do Sul, que também foi grave, morreu uma pessoa, em 24 horas o Governo de António Costa nomeou uma comissão de inquérito”, recordou.

O social-democrata sugeriu ainda que “dá a sensação de que o Governo tem medo, de que há aqui vontade de esconder, ou que está condicionado ou mais preocupado em salvar a pele de algum membro do Governo”

Já sobre o momento político, diz Marques Mendes que o PSD foi “ingénuo” ao propor ao governo a comissão técnica independente, comissão essa que o PS acabou por aceitar “porque agora deu jeito”, acusou.

“Uma comissão de investigação no Parlamento é um completo absurdo, nunca aconteceu no passado”, diz ainda, acrescentando que, nestes casos, deve ser o Governo a avançar com uma comissão independente.

Fonte: Noticias ao Minuto