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Todas por posse de engenhos pirotécnicos

A análise à mutação do Benfica ao longo da temporada

Se em 2015/16, época de estreia no Benfica, Rui Vitória teve de encontrar o ponto de equilíbrio entre as suas ideias e a herança de Jorge Jesus, em 2016/17 o principal desafio foi contornar as inúmeras lesões que assolaram o plantel.

Três brasileiros a menos, para começar

Onze da primeira jornada, em Tondela

No início da caminhada para o «tetra», Rui Vitória viu-se logo privado dos lesionados Ederson, Luisão e Jonas. O capitão foi o único dos três a entrar em campo na ronda inaugural, mas saiu ainda na primeira parte.

Júlio César, Lisandro e Gonçalo Guedes assumiram a titularidade no «eixo central», tal como André Horta. De regresso após quatro anos no Vitória de Setúbal, o médio ocupou a vaga deixada por Renato Sanches, transferido para o Bayern de Munique. Pizzi manteve-se na ala, mas com a tendência para aparecer no meio trazida da época anterior.

Dois regressos e Pizzi a comandar

Onze da 7ª jornada, frente ao Feirense

Entre o final de setembro e o início de outubro, Rui Vitória recupera Ederson e Luisão. Primeiro o guarda-redes, na visita a Chaves (triunfo por 2-0), logo depois o central, na receção ao Feirense (goleada por 4-0).

É também neste encontro da sétima jornada que Pizzi passa a assumir a posição «8» (que nunca mais larga), por força de uma lesão muscular de André Horta, que não voltou a ser titular depois disso.

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Uma alteração relevante neste trajeto do campeão. Não tanto pelo rendimento de Horta, que até estava a ser positivo, mas pela incontornável influência de Pizzi como «cérebro» do futebol encarnado, ainda para mais na ausência de Jonas. Uma das figuras da Liga, se não a mais influente.

Sai da frente Guedes, Jonas está de volta

Onze da 18ª jornada, frente ao Tondela

A 25 de janeiro, o Benfica confirma a transferência de Gonçalo Guedes para o Paris Saint-Germain, por 30 milhões de euros. Jonas tinha regressado à competição pouco antes, e por isso a mudança no ataque foi natural.

O Benfica perdeu a verticalidade de Guedes no último terço, a capacidade para explorar o espaço, para dar largura ao ataque, mas recuperou a influência de Jonas. A capacidade para baixar no terreno e segurar a bola, uma rapidez de raciocínio invulgarmente rápida, que faz a diferença na hora de definir os ataques.

É certo que a condição física voltaria a pregar algumas partidas, mas Jonas até quebrou o «tabu» dos golos em clássicos, ao marcar no empate com o FC Porto, e no sprint final ainda bisou com Marítimo e Estoril.

Acertos finais

Onze da 28ª jornada, em Moreira de Cónegos

Já em abril, Rui Vitória faz os acertos finais com a recuperação de Grimaldo e Fejsa.

O espanhol lesionou-se ainda em novembro, o que abriu um período de alguma instabilidade no lado esquerdo da defesa, até porque Eliseu também se lesionou mais tarde nesse mês e deixou o lugar para o «bombeiro» André Almeida.

Ultrapassada a lesão, que levou mesmo Grimaldo à sala de operações, Rui Vitória devolveu-lhe o lugar em abril, ainda que Eliseu, entretanto regressado, estivesse em bom plano.

A vitória em Moreira de Cónegos, para a 28ª jornada, marcou também o regresso de Fejsa. Samaris vinha de sete jornadas consecutivas a titular, e porventura do melhor jogo desse período (o clássico com o FC Porto), mas Rui Vitória recuperou Fejsa.

Na reta final o técnico encarnado estabilizou mais o «onze», mas sem prescindir da crónica rotatividade nas alas, perante a abundância de soluções. Salvio foi, ainda assim, a opção mais regular, à frente de Cervi, Carrillo, Rafa ou Zivkovic, que teve nove jornadas a titular no arranque da segunda volta, mas que depois acabou por perder espaço.

Fonte: maisfutebol