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Aplausos para Francisco

Na chegada à Casa da Nossa Senhora do Carmo, Francisco foi hoje recebido com aplausos e gritos de “viva o papa”, mas, no final, ficou a desilusão de quem tinha a esperança de um beijinho ou de um ‘passou bem’.

Às 13:00, no final da peregrinação internacional de maio a Fátima, a casa estava cercada de curiosos, encostados aos muros do espaço, junto às cercas que delimitavam a entrada e até em cima de canteiros e blocos de cimento, na esperança de um vislumbre do papa.

João Parracho viajou de propósito da Praia do Ribatejo às 10:00 para esperar o papa na Casa da Nossa Senhora do Carmo.

“Queria dar-lhe as boas­-vindas, dizer para continuar a ser como ele é e tinha a esperança de lhe dar um ‘passou bem'”, disse à agência Lusa o peregrino de 62 anos, que ficou “muito desiludido” por não conseguir tocar em Francisco, que entrou na Casa da Nossa Senhora do Carmo sem sair do papamóvel.

No entanto, apesar da desilusão partilhada por alguns das centenas de peregrinos que esperavam Francisco, João Parracho vai embora de Fátima satisfeito só por poder ter visto o papa “mais próximo”.

“Tinha a esperança que saísse do papamóvel”, sublinha Ricardo Oliveira, de 37 anos, que, mesmo assim, ainda teve a oportunidade de ver o papa a abençoá-lo da viatura, no caminho para a Casa da Nossa Senhora do Carmo, residente oficial de Francisco nestes dois dias.

Fernanda e Rui Serra, de Espinho, esperaram mais de três horas para ver Francisco.

Conseguiram fotos e vídeos, mas ficou a faltar o aperto de mão.

“Se lhe tocasse na mão, já nem a lavava”, realça Rui Serra. “Ficou a faltar o beijinho”, respondeu uma peregrina, de passagem.

Um minuto depois de o papa entrar no espaço onde almoça com os bispos de Portugal, Júlio, de Lisboa, olhava com atenção para as fotografias no seu telemóvel, enquanto lhe perguntavam: “Vê-se alguma coisa?”.

“Coitadinha de mim”, queixava-se Conceição Costa, enquanto via as fotos que tinha conseguido tirar no telemóvel, depois de estar mais de uma hora, empoleirada num bloco de cimento, à semelhança de muitos outros, para conseguir ver alguma coisa.

Durante uma hora segurou no ‘selfie-stick’, à espera de Francisco, na esperança de uma foto e de dizer “um adeusinho”.

No final, apesar de só ter apanhado o papa “de costas”, diz que valeu a pena.

O papa Francisco presidiu hoje, no Santuário de Fátima, à cerimónia de canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, crianças que, com a sua prima, Lúcia, afirmaram ter visto Nossa Senhora, na Cova da Iria, em 1917.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, citado pela agência EFE, a celebração de hoje contou com a participação de cerca de 500 mil fiéis.

Nas intervenções que fez em Fátima, Francisco deixou apelos à paz e à concórdia, e lembrou os excluídos da sociedade e todos os que sofrem em consequência dos conflitos em vários países do mundo.

Francisco foi o quarto papa a visitar Portugal. Antes, já Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010) tinham estado em Fátima.

Fonte: Noticias ao Minuto