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Pelo menos 24 crianças apresentaram queixa por abuso sexual.

Pelo menos 24 crianças apresentaram queixa por abuso sexual.

Uma freira católica foi detida, depois de ter ajudado cinco padres e abusar sexualmente de crianças surdas, na Argentina. Kosaka Kumiko, japonesa de 42 anos, ajudou, alegadamente, os padres a encobrir os crimes sexuais que tiveram lugar na casa de banho, nos dormitórios, no jardim e na cave da escola de Lujan de Cuyo, o Instituto Provolo.

As autoridades começaram a investigar Kumiko, quando um antigo aluno do estabelecimento de ensino declarou que a freira o obrigou a usar uma fralda para tapar o sangue, depois de ser violado. Pelo menos 24 crianças apresentaram queixa. As crianças disseram que foram abusadas pelo padre Nicola Corradi e o reverendo Horacio Corbacho, em frente a uma imagem da Virgem Maria, dentro de uma pequena capela da escola. Os abusos começavam quando as crianças se iam confessar.

“Eles diziam sempre que se tratava de um jogo. ‘Vamos jogar um jogo’, diziam eles. E depois levavam-nos para a casa de banho das raparigas”, disse uma mulher que diz ter sido violada naquela escola. Esta semana, Kumiko, que também tem nacionalidade argentina, foi presa e acusada de ter ajudado os padres a cometer os crimes. A freira tem também uma queixa contra ela por maus tratos físicos a estudantes.

As autoridades argentinas dizem que a mulher esteve fugida durante um mês, antes de se entregar à polícia. Kumiko negou todas acusações. Os cinco padres foram detidos no último novembro, durante uma rusga à escola, onde foram encontradas revistas porno e cerca de 34 mil euros.

Todos foram acusados de abuso sexual a, pelo menos, 24 estudantes do Instituto Provolo e encontram-se à espera de julgamento na prisão de Mendonza. Caso se provem as acusações, os cinco podem enfrentar uma pena entre 10 a 50 anos de prisão.

Fonte: cm