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Esperança do título pode ter ficado no Atlântico

Esperança do título pode ter ficado no Atlântico

Foi de semblante carregado e debaixo de assobios por parte dos próprios adeptos que os jogadores do FC Porto deixaram este sábado o «Caldeirão» dos Barreiros, após o empate a um golo diante do Marítimo. Otávio adiantou os dragões no primeiro tempo, na sequência de um corte deficiente de Zainadine, mas Djoussé repôs a igualdade na sequência da marcação de um pontapé de canto.

O empate constitui um rude golpe nas aspirações da equipa de Nuno Espírito Santo no que ao título diz respeito. O Benfica está agora a cinco pontos do tetracampeonato quando lhe faltam disputar três jogos.

O FC Porto apresentou-se na Madeira sem Miguel Layún, que ficou na Invicta por opção técnica e para o seu lugar – que teoricamente seria dele após a expulsão de Maxi em Chaves. Nun Espírito Santo lançou na equipa o jovem lateral da equipa B Fernando Fonseca, que cumpriu a estreia absoluta pelo plantel principal dos azuis e brancos.

Pelo Marítimo, a grande surpresa foi a titularidade de Coronas, um lateral que foi adaptado a médio com a missão de reforçar o corredor direito face à influencia de Brahimi.

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O primeiro canto da partida foi ganho pelo FC Porto, logo aos dois minutos. Quem esperava que o lance significasse o prenúncio de um FC  Porto dominador enganou-se. Ao contrário de muitos jogos, a equipa madeirense apresentou-se muito mais adiantada no terreno e empenhada em pressionar a construção dos portistas ainda no seu meio campo.

Entre os 10 e os 13 minutos, André André conseguiu encontrar espaço para rematar, mas o disparo saiu muito por cima, após um bom trabalho de Fernando Fonseca pela direita. Depois, a partir da esquerda, Brahimi serviu Soares, que surgiu isolado na grande na área, mas guardião brasileiro Charles foi enorme na mancha ao compatriota.

Mas o Marítimo batia-se de igual para igual. Não conseguia chegar à área de Casillas com tanto perigo, mas ia controlando o jogo e assustando com transições rápidas e recorrendo à meia distância.

Foi então que um corte de Zainadine, a um cruzamento de Herrera ligeiramente descaído para a direita, deixou o esférico à mercê de Otávio. Com tempo e espaço, o médio brasileiro rematou rasteiro para o fundo das redes do desamparado Charles aos 28 minutos.

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Logo a seguir, Daniel Ramos foi forçado a mexer na sua equipa. Luís Martins pediu para sair por não se encontrar em condições físicas. O Marítimo  procurou reagir e até contou com um recuo táctico do FC Porto. Mas se é verdade que os insulares conseguiram construir quase sempre bem, também é certo que não conseguiam criar perigo junto de zonas de finalização. Contudo, até ao intervalo foram os dragões que estiveram mais perto de marcar. Valeu, aos 43’, uma grande defesa de Charles a remate de Fernando Fonseca.

No regresso das cabines, Daniel Ramos e Nuno Espírito Santo mantiveram a confiança nos respetivos onzes. Os portistas entraram mais fortes no segundo tempo. No primeiro quarto de hora, o Marítimo sentiu algumas muitas dificuldades para contrariar as transições ofensivas portistas em busca do segundo golo. Aos 61′, o FC Porto por pouco não dilatou a vantagem, quando Soares recebeu a bola em zona frontal e picou por cima de Charles. Valeu Charles a afastar o perigo.

Não marcou o FC Porto, aproveitou o Marítimo e da forma que melhor sabe finalizar. Djoussé, que havia entrado para o lugar de Edgar Costa três minutos antes, saltou mais alto do que a defesa visitante na marcação de um pontapé de canto e cabeceou para o fundo das redes, batendo um também desamparado Casillas.

O golo do empate galvanizou os insulares e, aos 71′, Brito quase fez do segundo, após um excelente lance sobre Fernando Fonseca. A bola ficou-se pela malha lateral.

Previa-se muita emoção para os minutos finais da partida. O público ajudava e tanto Marítimo como FC Porto correspondiam criando lances de perigo juntos da balizas.

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Nuno Espírito Santo apostou no tudo ou nada, fazendo entrar André Silva e depois Rui Pedro. Faltou frieza aos ataque portista e também não ajudou o reforço defensivo promovido por Daniel Ramos, com a entrada de Deyvison para o lugar de Alex Soares.

Com este empate, o Marítimo consegue manter a invencibilidade nos jogos em casa diante dos grandes, depois de ter empatado também com o Sporting e vencido o Benfica.

O FC Porto, com o quinto deslize nos últimos sete jogos da Liga, pode ter assinado a própria «sentença de morte».

Fonte: maisfutebol