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Dragões não conseguiram contornar a coesão defensiva dos insulares.

Dragões não conseguiram contornar a coesão defensiva dos insulares.

O Marítimo travou, este sábado, o FC Porto (1-1) na Madeira, num jogo relativo à 32.ª jornada da I Liga. Os dragões estavam praticamente obrigados a ganhar para manterem a esperança de chegarem à liderança mas a coesão do Marítimo valeu apenas um ponto à formação de Nuno Espírito Santo.

Os portistas apresentaram-se na Madeira com novidades no onze, onde quem mais destaque ganhava era Fernando Fonseca, jovem lateral da equipa B, que substituía assim o castigado Maxi Pereira.

Também Brahimi teve entrada direta nas escolhas de Nuno, depois de ter cumprido o castigo de dois jogos imposto pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

Primeira metade a bom ritmo…

A primeira parte nos Barreiros foi bem disputada mas nem sempre bem jogada. O FC Porto entrou com o bloco bem adiantando mas foi esbarrando na boa organização da equipa de Daniel Ramos.

Os dragões procuravam muito os corredores, nomeadamente Brahimi, o desequilibrador de serviço, isto apesar da aposta de Nuno em Herrera, jogador que privilegia os movimentos interiores.

No entanto, o golo surgiu do outro lado, onde estava Otávio (28′). Depois de um ressalto, o médio brasileiro não pensou duas vezes e desferiu um remate que só parou no fundo da baliza à guarda de Charles.

… mas a emoção chegou nos segundos 45 minutos

A segunda metade de jogo contou com um FC Porto a tentar fazer o segundo golo o quanto antes e com um Marítimo que ia atrás do resultado.

Na frente de ataque dos dragões estava Soares, mas o avançado brasileiro pareceu não estar nos seus dias. Em pelo menos três ocasiões, Soares poderia – e deveria – ter feito muito melhor.

Como diz o velho ditado: quem não marca… sofre. Daniel Ramos mexeu na equipa e lançou Djoussé na partida aos 66 minutos, para o lugar de Edgar Costa.

O avançado camaronês apenas precisou de três minutos para fazer estragos e ‘molhar a sopa’, tal como já tinha acontecido no Dragão, no jogo da primeira volta.

Canto na direita, a bola sobrevoa a área portista e Djoussé (69′) cabeceou forte, não dando hipóteses a Iker Casillas.

Nuno não demorou a reagir e lançou para jogo Corona e André Silva para os lugares de Otávio e Rúben Neves, transformando o 4x3x3 num 4x4x2 clássico.

O novo desenho tático sofreu nova alteração aos 84 minutos quando o técnico azul e branco aposta tudo ao lançar Rui Pedro para o lugar de Fernando Fonseca, alinhando assim os dragões num 3x4x3.

Porém, o esforço do técnico de Nuno acabou por ser inglório uma vez que o Marítimo fechou-se e conseguiu agarrar um empate.

Momento do jogo: O golo do Marítimo deixou o FC Porto desorientado e acabou por sentenciar a partida a um empate. O tento de Djoussé chegou numa altura em que os dragões pareciam estar a dominar a partida, transformando-se num autêntico balde de água fria para os pupilos de Nuno Espírito Santo que não conseguiram reagir.

Fonte: Noticias ao Minuto