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Nuno Espírito Santo

Técnico portista pede mais coragem aos árbitros, embora admitindo que os dragões falharam em “certos momentos” durante a temporada

O FC Porto tem, na visita deste sábado a Chaves, um obstáculo bastante duro para ultrapassar. A três pontos do líder Benfica, que no mesmo dia recebe o Estoril na Luz, os dragões sabem que não podem perder mais pontos, depois do surpreendente empate caseiro com o Feirense (0-0) na última jornada.

Este foi, aliás, o quarto empate portista nos últimos cinco jogos. Um pecúlio fraco, que Nuno Espírito Santo justifica com erros próprios, mas também… da arbitragem, claro está. E deixa até uma questão, à qual o próprio responde. “Tivemos percalços, falhámos em certos momentos, sim, mas também fomos penalizados em certos momentos. Ao longo do ano fomos mantendo uma postura de paciência, esperando que as coisas corressem melhor. O que sinto, digo e quando o faço, é em defesa dos meus jogadores. É difícil explicar aos jogadores do FC Porto como é que surgem certos erros que os penalizam. Há medo de favorecimento do FC Porto? Não pode haver”, disparou o técnico da formação portista.

Apesar dos tais percalços, Nuno continua a acreditar que ainda é possível ultrapassar o Benfica nos quatro jogos que faltam jogar no campeonato. “A quatro jornadas do fim, estamos lá. Se falarmos de uma onda azul, em que todos os bilhetes para Chaves já foram vendidos, essa é uma onda azul sincera e vamos corresponder, lutando até ao fim”, salientou, embora deixando um aviso à equipa: “Temos de ser mais determinados desde o primeiro minuto e manter a intensidade em todo o jogo.

Temos de competir ao máximo. Queremos manter a coesão defensiva e fazer o golo, que é essencial para vencer jogos. O essencial é manter o rumo e ser uma equipa muito unida. O primeiro passo para construir uma equipa campeã é esse.”

No fim do encontro com o Feirense, Nuno utilizou uma expressão que causou alguma admiração: a de que os jogadores poderão ter “medo de não voltar a ganhar”. Esta quinta-feira, o técnico explicou o que quis dizer. “Falo de um medo que muitas vezes nos condiciona. O medo de perder é fácil de resolver.

O medo de não voltar a ganhar é diferente, é olhar para o futuro e pensar mais à frente, esquecendo o presente. A melhor maneira é enfrentar a realidade. Neste jogo, pensar em conquistar os três pontos. Passo a passo. Os nossos jogadores trabalham muito bem, de forma determinada, aplicada. Sejam que jogadores forem, o rendimento tem sido bom. O trabalho da equipa técnica é tirar o rendimento máximo dos jogadores”, ressalvou o treinador do FC Porto.

Em relação à equipa que irá entrar em campo para defrontar o Chaves, Nuno já pode contar com o mexicano Corona. Danilo, por outro lado, continua em dúvida, tal como Brahimi: os dragões ainda acreditam que o castigo do argelino pode ser reduzido, o que permitiria a sua utilização neste sábado. “O Corona trabalha desde hoje com normalidade.

Já a situação de Danilo é muito dolorosa, como puderam ver, e não pôde participar nos treinos com normalidade. Será dúvida. Obviamente que espero contar com todos os disponíveis. No que diz respeito a Brahimi, falta uma resposta. Mas a equipa está preparada para as ausências.

Todos os jogadores trabalham para ser opção, e iremos ter uma equipa forte em Chaves”, prometeu o treinador portista, assumindo estar à espera de uma “deslocação difícil, frente a um rival difícil”. “Mas vamos ter um FC Porto focado, preparado e consciente do momento. É uma jornada determinante para o queremos, que é lutar até ao fim e atingir o objetivo que pretendemos”, sentenciou.

Fonte: sol.sapo