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Técnico lembra tempo de utilização de Jonas para falar das limitações ao longo da época

Depois de ter mantido a liderança no clássico com o FC Porto, no qual até foi superior, o Benfica fez uma das piores exibições da época em Moreira de Cónegos. As «águias» venceram, em todo o caso, e Rui Vitória diz que isso é o mais importante, na impossibilidade realista de amealhar sempre triunfos folgados.

«Temos 34 jogos no campeonato, e até à data perdemos dois. Alguém imagina que em vinte e tal vitórias que consigamos, vão ser todas 3-0 ou 4-0? Sempre a jogar bem? Alguém vê isso noutras equipas, noutros campeonatos?», questionou o técnico.

«Se não ganharmos 3-0, ganhamos 2-0. Se não for 2-0, é por 1-0. Os campeonatos decidem-se nestes jogos. Precisávamos vencer, e ganhámos 1-0. Há jogos ganhos com qualidade coletiva, com qualidade individual, na raça, nas bolas paradas….Isso é que faz as grandes equipas», acrescentou.

Questionado depois sobre a tendência para sofrer menos golos do que na época passada, mas também para marcar menos, Rui Vitória recorreu ao exemplo de Jonas. «Na época passada tinha 80 e tal por cento da utilização, e se calhar agora não chega aos 30 por cento. Em dez jogos, jogou três. Isto é um exemplo. Poucas ou nenhumas vezes conseguimos repetir o onze. Vale o que vale», disse o técnico.

«Foi o melhor jogador das duas temporadas anteriores. Bastava jogar seis jogos, em vez de três. Alguém duvida que já tinha feito mais golos, e que esses golos seriam importantes? Prefiro um jogador que marque um golo em cada jogo do que um jogador que marque sete golos no mesmo jogo», reforçou Rui Vitória.

O técnico encarnado foi confrontado depois com a vigilância apertada que os adversários dedicam muitas vezes a Pizzi, mas defendeu que a equipa tem soluções variadas para atacar a baliza contrária.

«É uma leitura que se pode fazer, mas vamos procurando as alternativas possíveis. A nossa forma de atacar é variada. Tão depressa temos situações de corredor como temos jogo interior. Já ouvi dizer que somos fortes no jogo interior, que somos fortes no corredor. Se juntarmos as opiniões de vários treinadores então temos uma variabilidade grande de ataque. Temos de arranjar estratégias, se um ou outro jogador mais importante estiver bloqueado, para termos outros caminhos para descobrir. Um dos trunfos é não ter apenas um alvo para os adversários, mas ter vários», analisou.

Fonte: maisfutebol