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Rui Vitória

Treinador do Benfica diz que só faltou eficácia frente ao FC Porto

Rui Vitória, treinador do Benfica, analisa o empate a uma bola com o FC Porto, em clássico da 27ª jornada da Liga:

[em que momento a equipa deu a resposta que queria?] «Quase o tempo todo. Desde o início deixámos bem claro o que queríamos. Entrámos demasiado fortes, marcámos, praticamente não temos hipótese ao FC Porto de reagir nos minutos seguintes. Mas não jogamos sozinhos, o FC Porto foi equilibrando, e tem uma oportunidade na primeira parte, que até nasce de um livre que eu penso que não existe. Na segunda parte surge logo o golo do empate numa situação atípica, de ressaltos, e até por um jogador que normalmente nem trabalha naquela zona. Esses foram os momentos em que sentimos mais dificuldades, mas tivemos o domínio completo da partida, merecíamos ter vencido. Não materializámos as oportunidades que tivemos. O Casillas volta a fazer defesas importantes, mas que fique claro…que fique mesmo claro: fomos a melhor equipa.»

[sobre o maior caudal ofensivo nos minutos finais…] «Nos últimos minutos é redutor…foi nos primeiros, nos últimos…Procurámos o golo desde o início. Durante os primeiros 25 ou 30 minutos não deixámos o FC Porto jogar. Depois na segunda parte há aquela jogada que o Ederson anula, mas a partir daí só houve uma equipa. Sempre que há um jogo, ainda para mais em casa, é para ganhar. Queríamos ganhar. Fomos melhores, jogámos melhor, quisemos mais ganhar. Preparámos o jogo para ganhar e não conseguimos por alguma infelicidade e ineficácia.»

[como é que o Benfica, a vencer desde o minuto 7, com o estádio cheio, deixa escapar a oportunidade de aumentar a vantagem…] «Isso enerva, esse tipo de pergunta, mas vou tentar manter a minha postura. O Benfica fez aquilo que tinha a fazer. Infelizmente não conseguimos concretizar as oportunidades que tivemos. O que fizemos foi suficiente para ganhar. Os meus jogadores merecem todos os elogios, pela postura que tivemos. Não jogámos sozinhos, defrontámos o 2º classificado. Mostrámos porque somos primeiros, e a manter esta qualidade dificilmente perdemos um jogo.»

[sobre os festejos do FC Porto no final] «Se calhar diz o que foi o jogo: merecíamos vencer e saíram satisfeitos com o empate.»

«A minha equipa foi proativa, arriscou, esteve na cara do Casillas, jogou por dentro e por fora…a nossa equipa está habituada a jogar com estes ambientes. O nosso estádio foi fantástico. Tem sido sempre, mas sentiu-se uma atmosfera especial. Isso motivou muito os jogadores. O jogo depois tem vida própria. Alguns destes jogos dão vitória para o adversário, porque se arrisca um pouco mais, mas fizemos o que tínhamos a fazer, ir à procura do golo, criar situações…Não as empurrámos, não concretizámos. A circunstância que acontece no golo do FC Porto, com os ressaltos, não aconteceu para o nosso lado. O futebol é assim. Há de aparecer um jogo em que marcamos assim.»

[sobre a arbitragem] «Ainda não vi lance nenhum, mas pela atmosfera do jogo, dou os parabéns à equipa de arbitragem. Não foi um jogo fácil, mas o Carlos Xistra manteve-se estável. Nesta altura dou os parabéns à equipa de arbitragem. Foi um jogo intenso. No final do jogo fui dizer ao árbitro o que é normal: dei os parabéns, mesmo com um erro aqui ou ali. Como há umas semanas dei ao árbitro João Pinheiro, quando disse apenas que era preciso mais velocidade na reposição das bolas. Conversei com o João Pinto, no final, porque aqulo estava toda a gente mais exaltada, mas não passou disso.»

[quem tem calendário mais difícil?] «É mais do mesmo. O meu foco é o treino de domingo e o Estoril na quarta-feira. Estamos na frente, temos um ponto de vantagem. Faltam sete finais. Vamos disputá-las uma a uma, enfrentá-las sem qualquer reserva, vamos entregar-nos de alma e coração e ter sucesso.»

Fonte: maisfutebol